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Encontro Regional do PT é realizado em Colíder

Posted by Willian Scaliante on 11:10 in
O Partido dos Trabalhadores (PT-MT) realizou em Colíder, no último domingo (13) o Encontro Regional do PT. A atividade faz parte do calendário da direção estadual. A reunião contou com a presença do deputado estadual Ademir Brunetto e o presidente do partido Ságuas Moraes.
Municípios da região participaram do Encontro. O objetivo era começar a organizar os diretórios municipais para a eleição de 2012. O Partido dos Trabalhadores é protagonista na conjuntura política nacional e assim deve se posicionar nas próximas eleições em Mato Grosso. Candidaturas a prefeito, coligações fortes e chapa pura de vereadores são opções para o pleito do próximo ano.
O deputado Brunetto ressaltou que é importante os militantes terem coragem e organização. O presidente do PT, Ságuas explicou sua situação no Congresso Nacional e falou sobre o sistema de rodízio de deputados. O presidente afirmou que deve continuar na suplência para deputado federal e na presidência do partido.
O Mato Grosso perde muito com Ságuas sem mandato uma das principiais referências da educação na política estadual. Já Brunetto têm o compromisso de continuar honrando o ideal petista e liderar o partido na Assembléia.

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O PT e a crise do ministro Palocci

Posted by Willian Scaliante on 10:50 in
Por: Elói Pietá é secretário geral nacional do PT.Para os petistas, não sair em defesa de Palocci foi uma reação contra o risco de distanciamento do PT em relação à sua base social. Por isso estamos com a presidenta Dilma e apoiamos sua dolorosa atitude nesta hora. Mesmo tendo que perder um ministro tão importante, ou tendo que parecer vencida pela pressão das oposições, ela preferiu não perder o sentido social de seu governo.
Os petistas não contestam o direito que Palocci tinha de exercer uma atividade privada quando saiu do governo em 2006 e de ter sucesso nela. O que causou espanto e levou os petistas a não apoiarem sua permanência no governo, foi a origem de seus ganhos privados (orientar os negócios de grandes empresas), a magnitude dos resultados (dezenas de milhões de reais), e o alto padrão de vida que ele se concedeu (representado pelo investimento em moradia fora de sua própria origem de classe média).
Nós, petistas, éramos ‘de fora’ nos tornamos ‘de dentro’ do Estado brasileiro. Até hoje a elite rica ou a classe média alta de doutores não simpatiza com ver lá essa geração vinda dos movimentos de trabalhadores. Somos herdeiros dos esforços que o Partido Comunista representou ao levar em 1945 ao Parlamento trabalhadores historicamente excluídos do poder (por pouco tempo, já que logo posto na ilegalidade). Somos herdeiros daqueles que no início dos anos de 1960 ensaiaram alguma presença no Estado através de suas lideranças sindicais e de partidos socialistas nascentes (tentativa abortada com o golpe militar).
Enfrentamos com muitas dificuldades materiais as eleições. Uma após outra, elegemos homens e mulheres vereadores, deputados, prefeitos, senadores, governadores, até chegar três vezes à presidência da República. Muitos se tornaram assessores nos parlamentos, nos governos, diretores, secretários, dirigentes de empresas públicas, ministros.
Quando estávamos perto do poder ou nele, as empresas privadas ajudaram nossas campanhas e procuraram nos aproximar delas. Queremos o financiamento público dos partidos para não depender delas. Respeitamos os empresários, mas com a devida distância.
Não queremos sair do que fomos. Sabemos que as relações econômicas e as condições materiais de vida terminam moldando ideias e ações. São milenares as reflexões que alertam para isso. Vamos recordar alguns exemplos.
Lá longe, o filósofo grego Platão, em A República, dizia que os governantes das cidades-estado não deveriam possuir bens, exceto aquilo de essencial que um cidadão precisa para viver. Que deveriam ter o ouro e a prata apenas na alma, porque se fossem proprietários de terras, casas e dinheiro, de guardas que eram da sociedade se transformariam em mercadores e donos de terras, então, de aliados passariam a inimigos dos outros cidadãos.
A Revolução Francesa no fim do século 18 fez brilhar pela ação dos excluídos as ideias de igualdade, fraternidade e liberdade, contra a concentração da riqueza e do poder nos reis, na nobreza e no clero. É verdade que depois houve a restauração do Império, mas também se fortaleceram as ideias socialistas.
Marx e Engels, que buscavam a emancipação do proletariado, consideravam que, para modificar a consciência coletiva era preciso modificar a base material da atividade econômica. Não bastava, portanto, a crítica das ideias, porque o pensar das pessoas reflete seu comportamento material.
Filósofos sociais posteriores, mesmo aqueles cujas ideias deram suporte ao liberalismo, como Max Weber, falavam de estamentos sociais definidos pelos princípios de seu consumo de bens nas diversas formas de sua maneira de viver.
Já dizia Maquiavel que a política se altera no ritmo incessante das ondas do mar. Os partidos tendem a ser como estas ondas: vem de muito longe, vem crescendo, até que um dia se quebram mansamente nas praias ou mais rudemente nos rochedos. Defender vida modesta para políticos vindos da vida modesta das maiorias, é para o PT uma das condições indispensáveis para comandar um processo de distribuição da renda e inclusão das multidões excluídas, embora não a condição única. Para cumprir esta condição e nosso papel, é essencial sermos, como temos sido: fiéis, na nossa vida pessoal e política, aos milhões e milhões de brasileiros que tem votado e confiado em nós. É legítimo para nós progredir ao longo da vida, desde que todos cresçam na mesma medida em que o bem-estar do povo cresce.
Voltando ao companheiro Palocci: respeitamos suas opções, admiramos sua competência, reconhecemos seu trabalho a serviço do povo. Mas, pelas razões expostas, o PT mostrou que prefere o político de vida simples que conhecemos, ao empresário muito bem sucedido sobre o qual agora se fala.
Nesse mix de filosofias sobre a riqueza e seu reflexo no pensamento social, terminamos lembrando o imperativo categórico de Kant: aja de tal modo que a máxima de sua ação possa ser universalizada, isto é, para que todos sejam iguais a você. Por isso que, para continuarmos a ser um partido dos trabalhadores, não é bom que cultivemos o ideal de empresários.

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Juventude: é hora de fazer a diferença na política

Posted by Willian Scaliante on 10:33 in
Ouço de cá ou de lá que a juventude, futuro do Brasil, anda cada vez mais despolitizada. Ora meus caros, primeiro devemos quebrar o estereótipo de que juventude é o futuro, invertendo a lógica podemos dizer que a juventude é o presente. Por quantas vezes nosso segmento foi protagonista nas principais lutas do país? Na ditadura, na gratuidade do ensino universitário publico, nas diretas, no fora Collor e recentemente no Movimento Caça Fantasma contra os escândalos que envolveram a Assembléia Legislativa do Paraná.
Agora vamos nos prolongar um pouco mais, será que nossos jovens são realmente despolitizados? Se olharmos ao nosso redor certamente encontraremos inúmeros jovens organizados em algum tipo de grupo seja este religioso, cultural, esportivo ou até mesmo em ONG. Mais que isso, a juventude segundo pesquisas tem hábito de acompanhar noticiários e o horário político. Nossos nobres jovens não deixaram de ser sonhadores e detentores daquela imensa vontade de melhorar o mundo.
Não podemos tomar como índice de medida definidor de politização a quantidade de jovens organizados partidariamente. Até porque, teoricamente isso exige uma disciplina, instinto de liderança e tempo (coisa que na atualidade boa parte dos jovens não tem por terem de trabalhar e estudar).
A cada eleição que se passa, bate-se recorde de jovens de 16 anos tirando o titulo de eleitor, mostrando seu interesse de definir os rumos de seu país. Mas também não podemos omitir que existe um sentimento de decepção política dentre a população. A corrupção é a principal causadora deste incomodo. Agora pense, normalmente quem são os primeiros a irem as ruas protestar contra esses escândalos? Novamente a resposta está na juventude. Agora não podemos ficar alheios e pensar que tudo está resolvido e que a juventude caminha com entusiasmo na estrada da política.
É fato que a mídia não se cansa de semear a idéia de que política é para os políticos. Aí está nosso enfrentamento, mostrar aos jovens que sua participação dentro dos partidos e nas candidaturas é de súmula importância.
Veja só, se os jovens representam quase um terço da população brasileira à desarticulação eleitoral da juventude fica clara quando constatamos que apenas 2% dos deputados federais são jovens. Sem contar o absurdo de no senado só poder exercer mandado quem tem mais de 35 anos. Se somos protagonistas, se produzimos conhecimento nas universidades, fazemos o Brasil funcionar com nossa força de trabalho, porque nós jovens somos incapazes de um senador? Por puro preconceito. Essa fábula de que experiência é fundamental está mais do que comprovada que por vezes de nada serve na política. Não podemos esquecer que os grandes lobos da corrupção brasileira não são os jovens.
Na verdade o que vemos é a exclusão política do jovem. Essa dificuldade é percebida até dentro dos partidos que relutam em inserir em seus mandatos representantes da juventude. Se somos o futuro e o presente, um terço da população e grandes produtores de conhecimento, qual motivo falta para que deputados e vereadores valorizem suas participações em mandatos.
Nesse importante debate da reforma política com o sistema de lista fechada, onde ficaria as candidaturas jovens, na ponta de cima ou de baixo da lista? Por isso devemos defender a proposta do deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), que é presidente da Frente Parlamentar da Juventude da Câmara. De acordo com o projeto obrigatoriamente os partidos devem reservar 10% de suas vagas para cargo eletivo aos candidatos com idade de 18 a 29 anos.
Nós jovens devemos imprimir uma nova lógica na política nacional, se inserir de cabeça no debate da reforma política e novamente protagonizar essa conquista. Afinal “camarão que dorme a onda leva” e no mar agitado da política não podemos ser apenas um camarão, devemos chegar como a força de uma onda que afunda aqueles encalhados navios dos piratas da política brasileira.

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Voltar as origens

Posted by Willian Scaliante on 10:31 in
Por: Sérgio Ribeiro Araujo, delegado de policia e filiado ao PT
Nunca é demais lembrar o passado para avaliar o presente e decidir o que se quer para o futuro.
O PT, originalmente um partido de Esquerda, em suas primeiras disputas eleitorais se recusava a fazer coligações. Isto porque naquela época ser oposição era lutar pela ética, moralidade e ideais. Por isso o PT sempre estava ao lado dos Professores, dos Trabalhadores e dos movimentos sociais.
Mas o que tem isso a ver com Coligações? Tudo! O partido perdeu, uma duas, três vezes, mas na luta e por um  ideal. Assim os trabalhadores pavimentaram o caminho para a vitoria do presidente Lula. No entanto, a vitória se deu com acordos, coligações, naquele momento o que importava era a vencer.
Depois de anos de governo, chegou a hora de pensar no futuro deste partido, sob pena de uma derrota destruí-lo. No Mato Grosso isso tem caminhado a passos largos. Não se vê mais batalhadores e sim muitos oportunistas de plantão.
No mato Grosso, mesmo com muitas análises pessimistas quanto aos rumos do partido nas Eleições de 2010 os acordões foram e continuam sendo feitos. Ao sair das eleições de 2006 o PT saia com dois deputados estaduais, um Federal e uma Senadora.
Em menos de quatro anos, o partido sai das Eleições 2010 como grande perdedor. Hoje temos apenas um Parlamentar, se os demais continuam nos mandatos são graças a acordos desconhecidos pelos filiados. Pergunta-se: Por que parlamentares se licenciariam para dar lugar a deputados do PT? Talvez a reposta seja apenas uma: Não temos mais bandeiras para lutar, viramos partido de cabide de cargos. Isso em plena greve da maior categoria dentro do PT no Mato Grosso, os professores. E pergunta-se cadê o PT ? Virou patrão! Agora luta pelo Governo e não pelos trabalhadores então é preciso uma mudança de rumos urgente, é preciso Voltar as origens.

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