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Amy Hinehouse morre aos 27 após carreira conturbada e talento inquestionável

Posted by Will Scaliante on 09:51 in
O mundo perde mais uma grande cantora. Amy Hinehouse deixou milhares de fãs aos 27 anos, após uma longa carreira que esbanjava talento. A dependência do álcool e das drogas ofuscaram seu brilho, a mãe da cantora em entrevista afirmou que a morte da filha era coisa de tempo.
Aos 27 anos, ela se junta ao grupo de artistas famosos que também morreram com essa mesma idade. Outra coincidência é que, assim como Amy, grande parte deles foram encontrados mortos sozinhos em casa ou em quartos de hotéis.

Jim Morrisson
O ex-vocalista da banda de rock The Doors, Jim Morrisson, foi encontrado morto na banheira de um apartamento em Paris. Especula-se que a causa da morte tenha sido por overdose de heroína.

Janis Joplin
Outra que também morreu sozinha, Joplin foi encontrada em um quarto de hotel. Ela teria tomado vários drinques e fez uso de heroína 50% pura, o que causou uma overdose.

Jimi Hendrix
Um dos maiores guitarristas da história do rock, Jimi Hendrix morreu em Londres depois de inserir cápsulas com anfetaminas e sedativos. Hendrix também teria usado LSD em pó e durante o sono, morreu sufocado no próprio vômito.

Kurt Cobain
O ex- vocalista e guitarrista da banda Nirvana, foi encontrado morto em sua casa com um tiro na cabeça. Ele teria se suicidado após consumir uma grande quantidade de heroína.

Brian Jones
Membro-fundador da banda The Rolling Stones, Brian foi encontrado morto boiando na piscina em uma mansão de Londres. Ele teria tido uma overdose seguida de afogamento.

Robert Johnson
O guitarrista norte-americano de blues morreu vítima de pneumonia. Há versões de que ele contraiu a doença após beber um whisky envenenado com estricnina, preparado pelo dono do bar, com cuja mulher Johnson teria flertado.
O produtor Salamm Remi, que trabalhou com Amy Winehouse nos dois álbuns da cantora, divulgou neste domingo (24) pelo Twitter uma versão inédita da música "Some Unholy War". Ouça aqui. A versão original da canção está no CD Back to Black, lançado em 2006.

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Como nos tempos da Inquisição

Posted by Will Scaliante on 17:29 in , ,
Carta Capital
Pastor Gondim defendeu união afetiva homossexual e foi alvo de ferrenhos ataques via web de envangélicos. Gondin é mestre em teologia e um dos maiores reformistas religiosos do país
Após defender o Estado laico e o reconhecimento jurídico da união homoafetiva em entrevista aCartaCapital no fim de abril, o pastor Ricardo Gondim, líder da Igreja Betesda e mestre em teologia pela Universidade Metodista, virou alvo de ferrenhos ataques de grupos evangélicos na internet. Um fiel chegou a dizer, pelo Twitter, que se pudesse “arrancaria a cabeça” do pastor herege. “É como se vivêssemos nos tempos da Inquisição”, comenta Gondim, que já previa uma reação de setores do mainstreamevangélico, os movimentos neopentecostais com forte apelo midiático. Surpreendeu-se, no entanto, ao ser informado que, graças às declarações feitas à revista, não poderia mais escrever para uma publicação evangélica na qual é colunista há 20 anos.
“Fui devidamente alertado pelo reverendo Elben Lenz Cesar de que meus posicionamentos expostos para a CartaCapital trariam ainda maior tensão para a revista Ultimato”, escreveu Gondim em seu site pessoal, na sexta-feira 20. “Respeito o corpo editorial da Ultimato por não se sentir confortável com a minha posição sobre os direitos civis dos homossexuais. Todavia, reafirmo minhas palavras: em um Estado laico, a lei não pode marginalizar, excluir ou distinguir como devassos, promíscuos ou pecadores, homens e mulheres que se declaram homoafetivos e buscam constituir relacionamentos estáveis. Minhas convicções teológicas ou pessoais não podem intervir no ordenamento das leis.”
Por telefone, o pastor explicou as razões expostas pela revista evangélica para “descontinuar” a sua coluna, falou sobre as ofensas que sofreu na internet e não demonstrou arrependimento por ter falado à CartaCapital em abril. “A entrevista foi excelente para distinguir algumas coisas. Nem todos os evangélicos pensam como esses grupos midiáticos que confundem preceitos religiosos com ordenamento jurídico e querem impor sua vontade a todos.”
Abaixo-assinado: MANIFESTO DE LIDERANÇAS CRISTÃS A FAVOR DA CRIMINALIZAÇÃO DA HOMOFOBIA. ASSINE AQUI!

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Quarta tem Jads e Jadson na Expolíder

Posted by Will Scaliante on 11:51 in
No exato momento em que escrevo, ouço o CD da dupla Jads e Jadson. Umas modonas ageitadas, algumas se quer conhecia. Pra mim esse é o show mais esperado da exposição, vou pro caneco!
Um Dia você Vai Chorar
Sinto uma saudade tão imensa dos momentos que juntos
passamos
Momentos de ternura tão grande de prazer
Saudade do seu beijo carinhoso, seu jeito de me olhar
tão charmoso
Seu jeito de falar tão manhoso e me fazer feliz
Saudade palavra triste alguém fica sem seu grande
amor
Maldade você abandonar aquele que só te deu valor

Um dia você vai chorar e talvez irá se lembrar
De quem só quis te amar e te dar valor
E quando sua lágrima rola então você sentirá
A dor que você me causou ao me abandonar

Um dia você vai chorar e talvez irá se lembrar
De quem só quis te amar e te dar valor
E quando sua lágrima rola então você sentirá
A dor que você me causou ao me abandonar

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Rio Negro e Solimões animam abertura da Expolíder

Posted by Will Scaliante on 12:26 in
A chuva e a ventania adiaram, mas a abertura da 23ª Expolíder mostrou a grandeza do evento. Fogos de artifício, rodeio e o show da dupla Rio Negro e Solimões animaram a festa fazendo a população dançar “na sola da bota e na palma da mão”.
O presidente do Sindicato Rural, Ronaldo Vinha, afrimou estar feliz com o sucesso da festa, comprovado pela participação da população. “Nós não somos ninguém para ir contra a vontade divina. Com aquela chuva deliciosa veio à ventania que abalou um pouco a estrutura do palco e dos camarotes, mas nós trabalhamos intensamente e o resultado está aí, a casa está cheia”, disse.
O prefeito de Colíder, Celso Banazeski deixou um agradecimento em especial a toda a equipe Rio Negro e Solimões que aceitaram ficar mais um dia no município e abrilhantar a abertura da exposição. “A diretoria do sindicato conversou com o Rio Negro e Solimões, felizmente eles não tinham agenda hoje [domingo] e ficaram em Colíder para fazer esse grande show. Com certeza a 23ª Expolíder será uma grande festa, com o povo sentado em uma arquibancada nova que foi inaugurada hoje”, declarou.
O deputado estadual José Riva e o federal Homero Pereira, vieram para abertura da Expolíder no sábado. Homero lembrou que a exposição de Colíder é uma das mais importantes do Mato Grosso e que por isso destinou recursos para a construção da arquibancada da arena. “Eu sou parceiro do evento, ajudei por meio de uma emenda parlamentar a construção de parte da arena e a gente espera terminar toda a arquibancada para festa do próximo ano. Como sou o deputado federal mais votado de Colíder tenho responsabilidades com o município”, concluiu.
O deputado Riva contou que o evento além de mostrar o potencial do município oferece opções de lazer para a população. Nesta segunda-feira (18), a entrada é franca e o destaque é a apresentação do motociclista Joaninha.

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O amor me diria

Posted by Will Scaliante on 14:22 in
Quem diria que um dia
Minha musa inspiradora e poetiza
Deixaria minha imaginação

Quem diria que um dia
Tudo que era pra ser poesia
Sairia do mundo da ficção

Quem diria que um dia
Eu novamente diria
Eu te amo

Quem diria que um dia
A noite me enganaria
Despertando a adormecida paixão

Quem diria que um dia
Você que sempre foi minha
Se concretizaria em meu coração

E quem diria
Quem diria?
Os ditos populares, a música, a literatura ou a poesia?
Que o encontro da palavra me faria
Fluir o amor
E te dizer que tal me aceitar em teu coração?


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A cara na cachaça - Fernando e Araújo

Posted by Will Scaliante on 10:45 in
O novo sucesso do sertanejo universitário do Mato Grosso, Fernando e Araujo não para de fazer shows. A dupla vem conquistando corações com suas músicas e simpatia. Assista  vídeo da música "Cara na Cachaça", gravado no show de Colíder, no dia 17 deste mês, no Centro de Eventos.


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Vontade de Curitiba

Posted by Will Scaliante on 11:21 in ,
A capital da província paranaense me enche os olhos. Estou com uma grande vontade de mudar para Curitiba, mas isso não será por enquanto. Motivos? + Estudo, + Cultura, + Frio, + Lazer, + Política.
Três cenas curitibanas que nunca sairão da minha cabeça:
1. Aquele clima frio, com pessoas bem agasalhadas, guarda-chuva nas mão e táxi barato, tudo ao estilo Londrino;
2. Um espetáculo de rua na UFPR, cujo a temática da peça era a vida e preconceito sofridos pelos catadores de papelão, simplesmente sensacional;
3. Poder ouvir o Plá, tocar no Centro da cidade de graça, reunindo um monte jovens em volta, pra quem não conhece ai vai o Plá.

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Chapou Geral: veja o vídeo

Posted by Will Scaliante on 11:40 in ,
Como é de praxe a cantora Amy Winehouse leva com o rigor o lema "sexy, drugs and rock and roll". A vocalista mais chapa da atualidade deu um show de piras no seu último show no dia 18 deste mês, em Belgrado capital da Sérvia.
Dona de uma voz poderosa que lembra a emblemática Janis Joplin, a cantora deixa no ar a sensação que seu vício a cada dia destrói cada vez mais sua carreira. Sempre que vejo notícias ligadas a cantora, inconcientemente me pergunto, quanto irá demorar para  Amy ter uma overdose?
Veja Amy em Belgrado cantando Valerie, repare nos gestos e na dança, um misto de movimentos do Fred Mercury Prateado (Panico na TV) com um jutso do desenho Naruto.


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A boa do fim de semana

Posted by Will Scaliante on 12:12 in
A dupla colidense Fernando e Araújo irá se apresentar na noite de hoje (17) no Cento de Eventos, particularmente gosto do som dos guris. O show deve ser um sucesso. Já adianto que a dupla, nos últimos dias gravou algumas músicas novas, dentre essas "Infinito" vai encantar os corações apaixonados.
No dia 18 a dupla se apresenta em Terra Nova, dia 09 de julho Alta Floresta, 11 Juína e 16 em Juara.
Confira o Site da Dupla

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Indicação: CUFA (Central Única das Favelas) em Colíder

Posted by Will Scaliante on 16:00 in , , ,
Hoje enquanto aguardava da Secretaria de Educação, conversei com Anderson da CUFA de Colíder.
A Central é uma organização sólida, reconhecida nacionalmente pelas esferas políticas, sociais, esportivas e culturais. Foi criada a partir da união entre jovens de várias favelas do Rio de Janeiro – principalmente negros – que buscavam espaços para expressarem suas atitudes, questionamentos ou simplesmente sua vontade de viver.
A organização tem o rapper MV Bill como um de seus fundadores, este que já recebeu diversos prêmios devido à sua ativa participação no movimento Hip Hop.
Em Colíder a organização realiza oficinas e vem se expandindo. Indico a todos o blog da CUFA de Colíder. Acompanhei o trabalho da entidade em Curitiba, Rio de Janeiro e São Paulo e digo sem excitar que é de encher os olhos, são jovens como o da CUFA que fazem do Brasil um país que não para de crescer, respeitando as diversidades e incentivando a cultura.  São jovens que olham o futuro, construindo no presente.

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AGORA: Ao vivo na Maringá FM João Neto e Frederico / Expoingá

Posted by Will Scaliante on 15:32 in
A dupla participa nesse momento do Studio Show da Rádio Maringá FM [Escute]. A dupla canta os sucessos do seu novo DVD que reuni os melhores modões de acordo com os cantores. É a quinta vez que os "sertanejos" participam do programa. Hoje João Neto e Frederico abrem os shows da Barraca Universitária da Expoingá, que ainda conta com shows de Conrado e Aleksandro, Inimigos da HP, Jean e Julio, Marcos e Beluti, Gino e Geno. Hugo e Vinicius, Léo e Giba.
Já no palco principal da Expoingá animam a galera: Exalta Samba, Luan Santana, Gustavo Lima, Jorge e Matheus, Gian e Giovani, Restart, Maria Cecília e Rodolfo e Padre Reginaldo Manzotti.

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O garoto de Liverpool

Posted by Will Scaliante on 10:20 in
“Mas afinal o que é rock and roll, os óculos dos John ou o olhar do Paul?”
The Beatles é rock, o melhor já feito na Inglaterra, “Image e Hey Jude” estão entre minhas canções favoritas da banda.
O filme “O garoto de Liverpool” conta parte da juventude de John Lennon, como ele conheceu o rock, a influencia de Elvis na sua música e o encontro de Lennon com Paul.
Aqueles que gostam de uma biografia narrada nas telonas, certamente gostarão do filme. Eu diria que o melhor da produção é narrativa, comparo ao nacional “Cazuza” e ao inconfundível “Jony e Jessie”.
Certamente este está entre meus filmes prediletos, então vale indicação.

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Pra começar bem o dia

Posted by Will Scaliante on 10:03 in
Ontem
The Beatles

Todos os meus problemas pareciam tão distantes
Agora parece que eles vieram pra ficar
Oh, eu acredito
No passado

De repente
Não sou metade do homem que costumava ser
Existe uma sombra pairando sobre mim

Oh ontem
Veio de repente

Por que ela
Teve que ir eu não sei
Ela não me disse
Eu disse
Algo de errado e agora eu sinto falta
Do ontem

Ontem
O amor era um jogo tão fácil de se jogar
Agora eu preciso de um lugar pra me esconder
Oh eu acredito
No passado

Por que ela
Teve que ir eu não sei
Ela não me disse
Eu disse
Algo de errado e agora eu sinto falta
Do ontem

Ontem
O amor era um jogo tão fácil de se jogar
Agora eu preciso de um lugar pra me esconder
Oh eu acredito
No passado

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Vale nota, professor?!

Posted by Will Scaliante on 12:34 in ,

ANTONIO OZAÍ DA SILVA

Professor do Departamento de Ciências Sociais, Universidade Estadual de Maringá (UEM); editor da Revista Espaço Acadêmico

Educadores críticos como Paulo Freire nos ajudam a refletir sobre a prática docente. Mas, toda reflexão embute um certo sofrer; e este sofrimento é ainda maior quando identificamos que a teoria pedagógica, isto é, os fundamentos e modelos que incorporamos, contribuem para aumentar as dificuldades presentes no processo de ensino-aprendizagem. Entre a teoria e a prática há uma distância nem sempre fácil de percorrer. Assim, ainda que nossas certezas teóricas nos levem a assumir uma determinada postura como educadores, somos desafiados cotidianamente pela realidade da sala de aula.
A título de analisarmos os desafios e angústias da prática docente, adotemos alguns exemplos hipotéticos:
O (a) professor (a) “X” ministra aulas para duas turmas, em horários seguidos. Ele (a) aplica a prova para primeira turma e esta, no intervalo, passa as questões (e respostas) para a segunda turma. Posteriormente, o (a) professor (a) fica sabendo do ocorrido, e irado (a), afirma que a prova será anulada para ambas as turmas. Os alunos, é claro, não aceitam. O que fazer?
Numa certa manhã gélida o (a) professor (a) dirige-se à escola para ministrar aula e, lá chegando, se vê diante do seguinte fato: seus alunos mataram a aula para estudar a matéria do (a) outro (a) professor (a), que aplicou a prova na aula seguinte. O que fazer?
A aula do (a) professor (a) “Y” é interrompida pelo (a) professor (a) “Z” para informar aos alunos sobre a disponibilidade de monitoria em sua disciplina. Os alunos escutam-no atenciosamente, mas não esboçam reação nem fazem perguntas. Não contente em apenas “dar o recado”, o (a) professor (a) “Z” adota um tom de ameaça velada e sugere aos alunos que procurem a monitoria e façam um “estoque de notas”.
Nestas hipóteses, o fator fundamental que salta aos olhos é o objetivo e/ou a necessidade da nota. O (a) aluno (a) precisa estudar não para aprender, não para se formar e se educar – no sentido freireano – mas para tirar a nota, fazer um estoque de notas e obter o diploma. A avaliação torna-se o fim e não um meio, entre outros, da prática pedagógica. Os alunos sabem que não podem se esquivar de fazer o “estoque de notas”, reconhecem que determinados (as) professores (as) serão mais exigentes, isto é, dificultarão ao máximo (quanto maior o número de reprovados em sua disciplina, mais terão a fama de rigorosos); os alunos sabem-no e, por isso, adotam estratégias de sobrevivência (a cola, o “matar a aula” para estudar a prova da outra disciplina, a compra de trabalhos, via internet ou de algum conhecido (a) que vive dessa prestação de serviço, etc.). O (a) aluno precisa “fazer o estoque de notas”, passar de ano, pegar seu diploma.
A exigência da nota determina o agir dos alunos e professores, angustiando uns e outros – sem contar os sádicos e masoquistas. A nota não prova inteligência – acaso o saber pode ser quantificado?! – mas a capacidade de memorização ou de enganar o (a) professor e a si mesmo. A prova nada prova, mas é instrumento de poder e, em certos casos, de autoritarismo; em outros, simples recurso que encobre a insegurança do (a) professor e sua incapacidade de garantir a ordem na sala de aula. Que seria dos (as) professores (as) sem as notas? Que seria dos alunos sem a auto-ilusão de que suas notas expressam conhecimento? Que seria do sistema de ensino se todos perdessem o medo à liberdade, se todos se responsabilizassem pelo próprio processo de aprendizagem, se valorizassem a autonomia e a solidariedade, em lugar da tutela, submissão e da competição?[1]
É preciso que o sistema se alimente de uns e outros e aparente que os meios são os fins. É preciso que o sistema apareça a todos como racional e natural; que o (a) professor (a) diferente e questionador seja isolado e anulado. Seus alunos e colegas se encarregam desta função. Eles nem sempre o farão de maneira consciente ou por maldade, mas sim através de atitudes amparadas em regras e procedimentos pedagógicos burocráticos que dificultam e tornam ilusória a liberdade de cátedra. Isto ocorre porque alunos e professores internalizam a pedagogia burocrática e pautam sua ação e objetivos por seus princípios.
Portanto, o (a) professor que não se adapta ou questiona o sistema de notas será tratado como algo desimportante e exótico. Ele (a) até terá a simpatia de uns e outros, mas muitos tenderão a não levá-lo a sério, a tratá-lo com desdém e até mesmo a desrespeita-lo, ora abusando da sua boa vontade, ora confundindo liberdade comlicenciosidade. Seus alunos, numa perspectiva utilitária e viciada no sistema de “estocar notas”, o abandonarão a seus próprios sonhos – ele (a) lhes parecerá um idealista. Presos mentalmente ao sistema de notas, eles usarão a sua disciplina como tempo disponível para outras disciplinas que consideram mais importantes ou de professores que lhes parecem mais “rigorosos”; lerão outros textos e outros livros, dos professores mais exigentes: seus corpos podem até se fazer presentes, mas suas mentes estarão noutro lugar. Eles não percebem a própria indolência, pois que se encontram subjugados à lógica da cega obediência, da memorização de conteúdos, do “tirar a nota”. O discurso do (a) professor (a) lhes parecerá vazio, sem fundamento: não corresponde às suas expectativas. E, se o (a) professor (a), inquirí-los, eles silenciarão. O que fazer?
O professor crítico se vê, então, diante do dilema de se render à “tirania da maioria”, aos vícios incorporados por seus alunos e institucionalizados pelo sistema de ensino – desde a infância – ou insistir em suas certezas, sob o risco de parecer que padece de ingenuidade crônica ou que o considerem bobo ou frouxo. Em suma, não é fácil ser um (a) professor (a) que respeita seus alunos, trata-os como sujeitos e não como objetos e acredita em sua capacidade autônoma de aprender e de ensinar.
Todos estamos, simultaneamente, aprendendo e ensinando. Esta é a nota mais difícil de conseguir, a nota determinada não por procedimentos burocráticos, mas pela experiência do educar-se, do ensinar aprendendo e aprender ensinando. Vale nota, sim! Mas esta nota o (a) professor (a) não pode dar-lhe, meu caro (a) aluno (a). Não depende dele (a), mas apenas do seu interesse pelo conhecer. Não é fácil! Exige que você aprenda a pensar certo e que alcance a maturidade necessária a um indivíduo livre e autônomo, capaz de diferenciar meios e fins e de exercer a crítica – mesmo que tenha que enfrentar os seus próprios receios e insegurança.
O (a) educador (a) educa-se ao educar; os alunos, em geral, não compreendem essa simples verdade. Imaginam que seja “papo furado”, pensam que é “enrolação”, uma forma de “não dar aulas”, ironizam. Mas o (a) educador (a), insiste. Ele (a) sabe que há os que reagem afirmativamente, que não apenas simpatizam, mas que se assumem enquanto sujeitos autônomos e também responsáveis por seu próprio aprendizado. Há os que respondem positivamente e se educam no sentido freireano; os que percebem que memorizar conteúdos não é tudo, e talvez nem seja o principal. Então, terá valido a pena insistir neste caminho! O (a) professor (a) crítico deve agradecer a estes e também àqueles que desafiam suas certezas e teorias pedagógicas!


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Pra começar bem o dia

Posted by Will Scaliante on 12:34 in
Sonho de uma flauta
O Teatro Mágico

Nem toda palavra é
Aquilo que o dicionário diz
Nem todo pedaço de pedra
Se parece com tijolo ou com pedra de giz

Avião parece passarinho
Que não sabe bater asa
Passarinho voando longe
Parece borboleta que fugiu de casa

Borboleta parece flor
Que o vento tirou pra dançar
Flor parece a gente
Pois somos semente do que ainda virá

A gente parece formiga
Lá de cima do avião
O céu parece um chão de areia
Parece descanso pra minha oração

A nuvem parece fumaça
Tem gente que acha que ela é algodão
Algodão as vezes é doce
Mas as vezes é doce não

Sonho parece verdade
Quando a gente esquece de acordar
E o dia parece metade
Quando a gente acorda e esquece de levantar
Ah e o mundo é perfeito
Hum e o mundo é perfeito
E o mundo é perfeito

Eu não pareco meu pai
Nem pareco com meu irmão
Sei que toda mãe é santa
Mas a incerteza traz inspiração

Tem beijo que parece mordida
Tem mordida que parece carinho
Tem carinho que parece briga
Tem briga que aparece pra trazer sorriso

Tem sorriso que parece choro
Tem choro que é por alegria
Tem dia que parece noite
E a tristeza parece poesia

Tem motivo pra viver de novo
Tem o novo que quer ter motivo
Tem aquele que parece feio
Mas o coração nos diz que é o mais bonito

Descobrir o verdadeiro sentido das coisas
É querer saber demais
Querer saber demais

Sonho parece verdade
Quando a gente esquece de acordar
E o dia parece metade
Quando a gente acorda e esquece de levantar
Mas o sonho
Sonho parece verdade
Quando a gente esquece de acordar
E o dia parece metade
Quando a gente acorda e esquece de levantar
Ah e o mundo é perfeito
Mas o mundo é perfeito
O mundo é perfeito...

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19 de abril dia do índio

Posted by Will Scaliante on 16:50 in ,
Por que dia 19 é dia do índio?O dia do índio foi escolhido internacionalmente em 19 de abril de 1940, no Primeiro Congresso Indigenista Interamericano, realizado na cidade Patzcuaro no México, com uma efetiva participação de comunidades indígenas. O objetivo do congresso foi debater assuntos relacionados às sociedades indígenas de cada país. Foram convidados representantes de todos os países do continente americano.No Brasil, a data somente foi instituída em 19 de abril de 1943, devido aos apelos e intervenções formulados pelo Marechal Rondon, e no governo do Presidente Getúlio Vargas, foi promulgado o Decreto-Lei nº 5.540, de 2 de junho de 1943 que o tornava obrigatório.
O que o índio tem para comemorar?
O Governo Federal empenha grande esforço no desenvolvimento das políticas de proteção territorial e de conservação da biodiversidade nas terras indígenas, por meio da execução de planos anuais de gestão ambiental, do acompanhamento de processos de licenciamento ambiental e ações coordenadas de fiscalização e monitoramento.
A Política Nacional de Gestão Territorial (PNGATI), que pode ser assinada ainda esse ano pela presidenta, Dilma Rousseff representa uma um passo fundamental para garantia dos direitos dos povos indígenas e também para consolidar, aprimorar e reconhecer sua contribuição na preservação da biodiversidade em todos os territórios dos biomas brasileiros.
As políticas de segurança alimentar e geração de renda junto às aldeias foram amplamente reformuladas, tendo como enfoque a sustentabilidade (social, econômica e ambiental) norteada pelo conceito do etnodesenvolvimento e pelo princípio da autonomia indígena.
A estruturação do Subsistema de Saúde Indígena gerou, ao longo dos últimos anos, a possibilidade de impactos positivos crescentes na saúde dos povos indígenas brasileiros; entre eles, a constituição de serviços contínuos e equipes profissionais nas terras indígenas, o início da organização de um sistema regular de informação demográfica e de agravos, a inserção crescente de indígenas nas equipes de saúde de atenção primária, a constituição de formas participativas protagonizadas pelos usuários e trabalhadores indígenas e a inclusão dos povos indígenas ao processo de universalização do SUS. Ressalta-se o Governo Federal em resposta a antiga reivindicação dos povos indígenas e objetivando a melhoria da gestão do sistema, em 19/09/2010, transferiu a gestão do Subsistema de Saúde Indígena, antes gerida pela Fundação Nacional de Saúde (FUNASA), a uma secretaria específica subordinada ao Ministério da Saúde, a Secretaria de Saúde Indígena (SESAI), assegurando a autonomia dos distritos sanitários especiais indígenas.
Uma das áreas de maior dificuldade para os indígenas dizia respeito ao acesso aos direitos sociais assegurados a toda a população. Com o propósito de facilitar esse acesso e qualificar as iniciativas, conferindo respeito às especificidades dos povos indígenas, foi criada a ação de Proteção Social dos Povos Indígenas, que atua em articulação com diversas áreas do Governo em relação à documentação, previdência, eletrificação rural, Bolsa Família, combate à desnutrição.
Além das garantias aos direitos sociais dos povos indígenas, o Governo Federal investiu num grande trabalho de salvaguarda do patrimônio cultural, com destaque a um Programa de Documentação dedicado a registrar e preservar cerca de vinte línguas e culturas indígenas brasileiras ameaçadas de desaparecimento.
A partir de 2007, iniciou-se uma profunda reformulação na política indigenista do Governo Federal com a reestruturação da FUNAI e criação da Comissão Nacional de Política Indigenista – CNPI. A Funai teve ampliação de seu quadro de servidores e passou a ter atuação regionalizada, respeitando-se as territorialidades indígenas e os contextos regionais com gestão participativa, por meio de comitês de gestão paritária, nas 36 coordenações regionais instituídas. Nacionalmente a CNPI, constitui-se no mais relevante espaço de articulação das políticas públicas voltadas aos povos indígenas, envolvendo diversos órgãos do governo federal e representantes indígenas de todas as regiões do país, tendo como atribuições por propor diretrizes, instrumentos, normas e prioridades da política nacional indigenista, bem como desenvolver estratégias de monitoramento e avaliação das atividades dos órgãos federais relacionadas com as áreas indígenas.

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Pra começar bem o dia

Posted by Will Scaliante on 09:20 in
O Sono
Fernando Pessoa
O sono que desce sobre mim,
O sono mental que desce fisicamente sobre mim,
O sono universal que desce individualmente sobre mim —
Esse sono
Parecerá aos outros o sono de dormir,
O sono da vontade de dormir,
O sono de ser sono.

Mas é mais, mais de dentro, mais de cima:
E o sono da soma de todas as desilusões,
É o sono da síntese de todas as desesperanças,
É o sono de haver mundo comigo lá dentro
Sem que eu houvesse contribuído em nada para isso.

O sono que desce sobre mim
É contudo como todos os sonos.
O cansaço tem ao menos brandura,
O abatimento tem ao menos sossego,
A rendição é ao menos o fim do esforço,
O fim é ao menos o já não haver que esperar.

Há um som de abrir uma janela,
Viro indiferente a cabeça para a esquerda
Por sobre o ombro que a sente,
Olho pela janela entreaberta:
A rapariga do segundo andar de defronte
Debruça-se com os olhos azuis à procura de alguém.
De quem?,
Pergunta a minha indiferença.
E tudo isso é sono.

Meu Deus, tanto sono!... 

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Pra começar bem o dia

Posted by Will Scaliante on 10:26 in
Agora escureceu

Mãe Dináh segue olhando o futuro, mas não lhe peçam para soletrar
por Bruna Talarico


Nascida no Paraíso, o simpático bairro no fim da avenida Paulista, Benedicta Finazza mantém desde a infância o mesmo penteado: um austero rabo de cavalo enrolado em coque. Dona de um olhar penetrante e um sotaque italianado, ela complementa o estilo com unhas pintadas de bordô, lábios vermelhos e bijuterias da rua 25 de Março, a meca dos balangandãs de São Paulo.

Mais conhecida como Mãe Dináh, a vidente paulistana nunca revela a idade. Mas garante que o dom da premonição a acompanha desde que adotou o tal penteado, aos três anos. Questões mundanas como ir ao supermercado, se locomover pela cidade ou editar o seu site são exercidas por algum de seus quatro filhos, que também se encarregam de afazeres domésticos, como lavar e passar as roupas feitas sob medida para ela. Mãe Dináh é uma presença intermitente na imprensa nacional desde 1996, quando conheceu os holofotes por alegar ter previsto a morte dos Mamonas Assassinas. Seja em shows dominicais, no fim dos anos 90, ou no Mãe Dináh Responde, exibido às segundas-feiras na UPTV – uma emissora de televisão pela internet –, ela tem visões as mais variadas. Entre as recentes, garante ter previsto as chuvas na região serrana fluminense, os conflitos na Líbia e mesmo o terremoto e o tsunami no Japão. Tudo, enfim, de alguma repercussão, passa em primeira mão pelos olhos da vidente. Até coisas que o destino desiste de concretizar.

Além de enxergar tragédias naturais e políticas, ela ainda encontra tempo para dar pitacos sobre a vida de celebridades, caso de Ronaldo Fenômeno (que, segundo ela, deveria ter tido gêmeos em 2010) e da presidenta Dilma Rousseff (“Acredito que ela será uma mulher muito forte no poder, e quem sabe encontre um grande amor”). Às chamadas pessoas comuns, ela distribui simpatias e conselhos, tanto pela internet quanto ao vivo. Para conseguir um emprego, por exemplo, basta ter estômago para preparar uma mistura de borra de café com farinha de mandioca, uma gema de ovo e uma nota de 2 reais, e guardar isso na geladeira até a concretização do feito. Colocar uma flor de laranjeira despetalada em um vaso de vidro com o nome do apaixonado e do pretendente dá bons resultados. Contra “irmãs rebeldes e danadinhas”, um anjo de cerâmica com asas cor-de-rosa deve ter os pés untados por uma colherada de mel. É tiro e queda, segundo ela.

Pelo seu site, é possível ainda contratar um serviço de aconselhamento por um ano inteiro, com previsões nos campos afetivo, profissional, de saúde e mesmo turístico – Mãe Dináh lista os lugares favoráveis e a época para as viagens desejadas. Uma série de dicas de números para jogo – que variam de acordo com o nome completo e a data de nascimento do aflito – também faz parte do leque de serviços prestados.

“Várias pessoas que vieram até mim ganharam na Mega-Sena com os números que eu enxerguei”, ela disse. “Uma vez, lavando a louça, a santinha que eu tenho na cozinha desceu do altar e me entregou um papel com muitos números. Disse que eu jogasse com eles. Mas como sou muito católica, e jogar é contra a minha religião, dei os números a um parente que precisava de dinheiro. Ele aceitou e ficou muito rico.”

Mãe Dináh não se rende a fraquezas humanas como o desconhecimento: ela tudo prevê, mesmo aquilo que não sabe. Com exceção, talvez, do que está a menos de 1 metro de seus olhos, consequência de problemas na vista. É uma mulher que enxerga, sem tarô, cartas ou bolas de cristal, o futuro e seus arrabaldes.

Ao atender à ligação para esta entrevista, Mãe Dináh disse já saber do contato. Ela deve ter “enxergado” as três ligações anteriores, mas atendeu desconfiada. “O que você quer com a Mãe Dináh?”, perguntou uma voz fininha, mas ingenuamente reconhecível. Vencida pelo cansaço, a voz engrossou e Mãe Dináh surgiu, enfim, com seu sotaque tão conhecido e propagado não só pelas previsões, mas também pelas participações especiais em atrações humorísticas. Dia desses, ela voltou a dar as caras na programação televisiva. No quadro “Çoletrano” – paródia ao homônimo de grafia correta da Rede Globo –, do programa Pânico na TV, pôs à prova os poderes de vidente. O desafio era citar as letras que compõem a palavra “mágoa”, mas aí não houve vidência que desse jeito.

“M-A... ah, agora a outra tá me fugindo, as outras duas não estou enxergando”, rendeu-se. “Tá tudo escuro pra mim.”



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Pra começar bem o dia

Posted by Will Scaliante on 12:18 in
Dez Coisas que Levei Anos Para Aprender
Luís Fernando Veríssimo

1. Uma pessoa que é boa com você, mas grosseira com o garçom, não pode ser uma boa pessoa.

2. As pessoas que querem compartilhar as visões religiosas delas com você, quase nunca querem que você compartilhe as suas com elas.

3. Ninguém liga se você não sabe dançar. Levante e dance.

4. A força mais destrutiva do universo é a fofoca.

5. Não confunda nunca sua carreira com sua vida.

6. Jamais, sob quaisquer circunstâncias, tome um remédio para dormir e um laxante na mesma noite.

7. Se você tivesse que identificar, em uma palavra, a razão pela qual a raça humana ainda não atingiu (e nunca atingirá) todo o seu potencial, essa palavra seria "reuniões".

8. Há uma linha muito tênue entre "hobby" e "doença mental".

9. Seus amigos de verdade amam você de qualquer jeito.

10. Nunca tenha medo de tentar algo novo. Lembre-se de que um amador solitário construiu a Arca. Um grande grupo de profissionais construiu o Titanic.

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Pra começar bem o dia

Posted by Will Scaliante on 09:53 in
A Rosa de Hiroshima 
Vinícius de Morais

Pensem nas crianças
Mudas telepáticas
Pensem nas meninas
Cegas inexatas
Pensem nas mulheres
Rotas alteradas
Pensem nas feridas
Como rosas cálidas
Mas oh não se esqueçam
Da rosa da rosa
Da rosa de Hiroshima
A rosa hereditária
A rosa radioativa
Estúpida e inválida
A rosa com cirrose
A anti-rosa atômica
Sem cor sem perfume
Sem rosa sem nada



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